06 outubro 2012
12 abril 2012
07 setembro 2011
O comboio vem.
Em nós, como em outra noite qualquer,
espero.
Passeio a mente pelo teu rever,
desfilam graciosamente os sentimentos.
Esqueço-me do ontem porque o amanhã existe.
Aguardo a tua chegada permanente.
Aquela luz acesa que se reflecte em mim,
e se torna mais brilhante.
Aquela chama que acende vezes sem conta,
sem em qualquer momento se apagar.
Quanto não vale este anseio,
este pico de felicidade que me atravessa o corpo?
Quanto não vale esperar e esperar,
se na espera reside todo o amor esperado?
E quando tu chegas?
Como em todos os momentos em que tu chegas.
Quantas e quantas esperas não valeram a pena?
Transbordam as euforias já crescendo antes,
É o extase de uma vida, sempre que te vejo.
Sempre que vejo aquele comboio.
Sinto-te o sorriso antes de o ver,
Consigo ouvir o meu coração a bombear,
ao ritmo do passo apressado das gentes.
Foi nesta espera que te vi,
e será sempre nela que me deleito.
E tu chegas...
E em tudo o que me lembro,
não existiu a ausência.
Acabou a espera e começamos nós.
E é todo um mundo que nos vê sem saber,
é toda uma poesia de olhares que se cruzam,
como num recital de amor divino.
Diz-me amor, não é bom esperar?
Diz-me amor, não foi bom, esperar?
espero.
Passeio a mente pelo teu rever,
desfilam graciosamente os sentimentos.
Esqueço-me do ontem porque o amanhã existe.
Aguardo a tua chegada permanente.
Aquela luz acesa que se reflecte em mim,
e se torna mais brilhante.
Aquela chama que acende vezes sem conta,
sem em qualquer momento se apagar.
Quanto não vale este anseio,
este pico de felicidade que me atravessa o corpo?
Quanto não vale esperar e esperar,
se na espera reside todo o amor esperado?
E quando tu chegas?
Como em todos os momentos em que tu chegas.
Quantas e quantas esperas não valeram a pena?
Transbordam as euforias já crescendo antes,
É o extase de uma vida, sempre que te vejo.
Sempre que vejo aquele comboio.
Sinto-te o sorriso antes de o ver,
Consigo ouvir o meu coração a bombear,
ao ritmo do passo apressado das gentes.
Foi nesta espera que te vi,
e será sempre nela que me deleito.
E tu chegas...
E em tudo o que me lembro,
não existiu a ausência.
Acabou a espera e começamos nós.
E é todo um mundo que nos vê sem saber,
é toda uma poesia de olhares que se cruzam,
como num recital de amor divino.
Diz-me amor, não é bom esperar?
Diz-me amor, não foi bom, esperar?
11 maio 2011
05 abril 2011
28 março 2011
Truly
Want to tell you that I love you because I really do.
Want to give you the answers if you ask me to.
Want to leave your door for the last time, want to leave the floor for the first time.
Leave the boys, leave the girls, leave it all behind
Trust your dreams, your thoughts it's a matter of time.
Run right, run left just don't look back
Take this trip as your first step.
Because the tears that we waste only make us blow,
Why we keep in Repeat this Antony song forgive me, forgive me
You know why tried to be simple, I tried a lie
Everything is perfect from there, and you know I need you there.
Want to give you the answers if you ask me to.
Want to leave your door for the last time, want to leave the floor for the first time.
Leave the boys, leave the girls, leave it all behind
Trust your dreams, your thoughts it's a matter of time.
Run right, run left just don't look back
Take this trip as your first step.
Because the tears that we waste only make us blow,
Why we keep in Repeat this Antony song forgive me, forgive me
You know why tried to be simple, I tried a lie
Everything is perfect from there, and you know I need you there.
09 março 2011
Insónia Crónica
'
Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.
'
Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.
'
06 março 2011
10 fevereiro 2011
16 janeiro 2011
13 janeiro 2011
I have climbed the highest mountains
I have run through the fields
I have run I have crawled
I have scaled
These city walls
Only to be with you
Only to be with you
I have kissed honey lips
Felt the healing in her fingertips
It burned like fire
This burning desire
I have spoke with the tongue of angels
I have held the hand of the devil
It was warm in the night
I was cold as a stone
I believe in the Kingdom Come
Then all the colors will
Bleed into one
But yes I'm still running
You broke the bonds and you loosed the chains
You carried the cross
And my shame
You know I believe it
But I still haven't found
What I'm looking for
09 janeiro 2011
06 janeiro 2011
'She's a good girl, loves her mama
Loves Jesus and America too
She's a good girl, crazy 'bout Elvis
Loves horses and her boyfriend too
It's a long day living in Reseda
There's a freeway runnin' through the yard
And I'm a bad boy cuz I don't even miss her
I'm a bad boy for breakin' her heart
All the vampires walkin' through the valley
The move west down Ventura Boulevard
And all the bad boys are standing in the shadows
And the good girls are home with broken hearts
I wanna glide down over Mulholland
I wanna write her, her name in the sky
I wanna free fall out into nothin'
Oh, I'm gonna leave this world for a while'
Loves Jesus and America too
She's a good girl, crazy 'bout Elvis
Loves horses and her boyfriend too
It's a long day living in Reseda
There's a freeway runnin' through the yard
And I'm a bad boy cuz I don't even miss her
I'm a bad boy for breakin' her heart
All the vampires walkin' through the valley
The move west down Ventura Boulevard
And all the bad boys are standing in the shadows
And the good girls are home with broken hearts
I wanna glide down over Mulholland
I wanna write her, her name in the sky
I wanna free fall out into nothin'
Oh, I'm gonna leave this world for a while'
30 dezembro 2010
22 dezembro 2010
As horas
Damos festas, abandonamos as nossas famílias para vivermos sós no Canadá, batalhamos para escrever livros que não mudam o mundo apesar das nossas dádivas e dos nossos imensos esforços, das nossas absurdas esperanças. Vivemos as nossas vidas, fazemos seja o que for que fazemos e depois dormimos: é tão simples e tão normal como isso. Alguns atiram-se de janelas, ou afogam-se, ou tomam comprimidos; um número maior morre por acidente, e a maioria, a imensa maioria é lentamente devorada por alguma doença ou, com muita sorte, pelo próprio tempo. Há apenas uma consolação: uma hora aqui ou ali em que as nossas vidas parecem, contra todas as probabilidades e expectativas, abrir-se de repente e dar-nos tudo quanto jamais imaginámos, embora todos, excepto as crianças (e talvez até elas), saibamos que a estas horas se seguirão inevitavelmente outras, muito mais negras e mais difíceis. Mesmo assim, adoramos a cidade, a manhã, mesmo assim desejamos, acima de tudo, mais.
Michael Cunningham
19 dezembro 2010
'Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!
Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar! '
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!
Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar! '
27 novembro 2010
não mais do que tenho dito (escrito)
Sentado num café,
olho para a rua.
Sinto-a nua,
despida de seriedade,
suja de banalidade.
Prefiro ficar-me, dentro.
Bebendo Cardhu,
zangado, sem alento.
Fumando um cigarro,
estando como a rua, nú.
Como sempre, estático,
neste ponto enigmático.
Fixo-me em nada,
ansiando a retirada
de qualquer ser simpático.
Ele não vem,
adivinhando o desdém.
Olhando a minha frieza,
debruçado sobre a mesa,
ele se detém.
Em outro canto se fica,
imaginando o que a minha pessoa debita.
Desvio-lhe o pensamento,
pego noutro cigarro.
Continuo o meu momento,
em que à tristeza me amarro.
olho para a rua.
Sinto-a nua,
despida de seriedade,
suja de banalidade.
Prefiro ficar-me, dentro.
Bebendo Cardhu,
zangado, sem alento.
Fumando um cigarro,
estando como a rua, nú.
Como sempre, estático,
neste ponto enigmático.
Fixo-me em nada,
ansiando a retirada
de qualquer ser simpático.
Ele não vem,
adivinhando o desdém.
Olhando a minha frieza,
debruçado sobre a mesa,
ele se detém.
Em outro canto se fica,
imaginando o que a minha pessoa debita.
Desvio-lhe o pensamento,
pego noutro cigarro.
Continuo o meu momento,
em que à tristeza me amarro.
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